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Pessoas, aí vai mais uma atualização tardia! Mas lembrem-se: mandem seus textos, não deixem a ZEROHUM ter o mesmo fim de tantos outros "meios" literários. O e-mail é emailzerohum@gmail.com Escrito por (°°) às 00h29 []
autor 1: A bailarina e eu. Por PEQUENO ENGARRAFADO por mais uma vez caindo pelas tabelas e trocando as pernas pra variar do blog “Disléxico escreve só quando precisa”. Escrito por (°°) às 00h28 []
autor 2: ALQUIMIA DAS PALAVRAS. Por Antonio Naud Júnior (*) Publicado em 2005, “Cinzas do Norte” (Companhia das Letras), foi o mais poderoso livro nacional que li em 2006. Conta a história de dois amigos e tem como pano de fundo a ditadura militar. Seu autor, Milton Hatoum, nascido em Manaus e descendente de libaneses, é talvez o nosso maior escritor vivo, merecedor do Nobel. Com domínio perfeito da escrita e utilizando sabiamente a alquimia das palavras, Hatoum publicou apenas dois outros livros em quase três décadas de ofício literário: “Relato de um Certo Oriente” (Companhia das Letras, 1989) e “Dois Irmãos” (Companhia das Letras, 2000). Outra criação excepcional, “K – O Escuro da Semente” (Ver o Verso), editada em Portugal, confirma a vigilância intelectual e o assombro metafísico da escrita de Vicente Franz Cecim. No coração dos elementos, o escritor paraense narra sempre o mesmo livro sob novos ângulos, sem limites nem fronteiras entre o real e o imaginário. Sua odisséia poética foge dos enquadramentos literários e está ambientada em Andara, uma espécie de Ítaca, com anjos caídos, seres que levitam e assombrações. É um universo peculiar do autor, como Macondo a García Márquez ou Yokonapatawpha a William Faulkner. Ao contrário da trama tradicional que reproduz ações pela linguagem, a linguagem é a única ação. (*) Escritor e jornalista. Autor de “Se um Viajante numa Espanha de Lorca” (Pé de Página, 2005, Portugal) e “Suave é o Coração Enamorado” (Via Litterarum, 2006).
Escrito por (°°) às 00h27 []
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