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“O velho escritor não pode mais escrever por ter atingido o limite do que poderia ser feito com as palavras”. (William S. Burroughs) Não deixe que isso aconteça. É simplesmente SIMPLES publicar na zerohum ver a zerohum falar sobre a zerohum Sempre conteúdo inédito!
Escrito por (°°) às 17h30 []
autor 1: Fidelidade Cinza. Por Diogo Ismaia Ainda sinto seu gosto em minha boca, E do prazer de ter entre os dedos. Penso em ti logo pelo café. Segue sendo meu ar até o adormecer. Na solidão da noite, procuro tua companhia. Em um momento eufórico, fica acesso comigo. Mas se o que cai é fina chuva, Então meu semblante fúnebre tu consolas. Me entrego com toda devoção. És a única coisa que preciso. Toma minha vida lentamente. Confio que a tirará sem dor. Porque você é diferente. Jamais me trairá, dai sua virtude. Pois antes de me trair, como todos. Espero que me mate, meu cigarro. Escrito por (°°) às 17h27 []
autor 2: Distante. Por Sílvio de Andrade Para onde estão me levando? Tento saber, mas não respondem. Os relâmpagos anunciam o temporal. O caminho, aos poucos, revela o meu destino. Ao redor, somente árvores sem folhas. Nuvens negras nos acompanham. Olhares tristes refugiam-se em mim. O tempo parece não passar. Na face das pessoas o silêncio. E entre nós uma grande distância. Deixo para trás apenas poucas boas lembranças, Doadas por um pouco de liberdade. O portal parece se aproximar. Parece não haver mais o que lamentar E o que era destino agora se torna eterno presente. A escuridão se aproxima misteriosa. Um senhor supõe saber do paraíso. Enquanto percorro a depressão, Somente gestos, não há mais palavras. A chuva agoniza e agiliza. O processo está terminando. Não haverá mais noites, nem dias. O ódio não existirá sem o amor, E a minha imensa tristeza, Enfim, dará presença ao vazio. Flores estão sendo jogadas. O ruído da chuva dá lugar ao sigilo. Sinto o cheiro da terra molhada. As pessoas não mais estão presentes. No último momento, uma jovem lembrança. De quando vi o mar, bem distante, Se encontrar com o céu no horizonte. Escrito por (°°) às 17h26 []
autor 3: (também sem título) Por Louis Alien Falemos de coisas que não se sabe dizer que não se aprende; que não se ensina. Falemos de Vida, de ajustes que temos que fazer contas a acertar cobranças feitas velhas dívidas de sangue o tempo que ninguém sabia me dizer que não para The second to come came in last beetween the colors of the rainbow you can't wait you can't wait
Escrito por (°°) às 17h25 []
autor 1: Conselho. Por Narizinho Farça! Não fique ai parado! Profanar dia santo, que nem de todiano é, algo assim... Tipo diz apertar eureka na cabeça. Não é para qualquer um, não. Já no almoço, cozinhar beterraba sem lhe tirar o doce e a cor, essas alquimias... Que não pire em saiar uma idéia, porque a verdadeira já vai logo estreando nua. Nem me descreva a vida em crônica porque ela é aguda e dá corda soprana até ficar rouca. Diz farçar alguma lei para brincar de carnaval... Sei tá lá longe com sua namorada, a Nada. Quem quer saber? Todo mundo. Então eu digo que se gerúndio faz o que bem quer na hora que bem entende, então agora é fêmea também... E na fazenda da costureira se constrói cerca quando acaba o limite. Ex-curta a ber-muda agora é calça comprida de tanto falar. Tipo milagre! Mas não tava além. Tava nem. Foi só colocar... E às vezes tem que tirar no alvo, quando já tá bem madurinho. E num esquenta o verde porque cozido não é o mesmo que maduro. Farça que des-farça, gente! colombina_dellart@yahoo.com.br Escrito por (°°) às 21h31 []
autor 2: (sem título) Por Louis Alien Existem diferenças entre todos nós, alguma semelhança pode ser que há. o cara que passou em seu cooper matinal dá sua corridinha por vontade própria eu corro que nem ele, mas sem direção fazendo quase o mesmo por me atrasar eu penso o dia inteiro no que vou fazer quando tiver tempo para aproveitar há tanto que fazer e aprender pra ser se eu pudesse ao menos tentar tentar mais um golen mais um gole e daí quem se importa? Escrito por (°°) às 21h30 []
autor 3: Infinitivo. Por Paulo Vitor Grossi Produto, preço, praça, promoção. Na sociedade capitalista vale o agregar valor; o melhor é ter mais e melhor, tanto para mostrar quanto para enfeitar. Enxergar como menor num lugar grande. Comparação é fútil. A porta se abre tão facilmente quando você é belo, mas se erguer, ser bom, isso sim é difícil. Valor é interior, entretanto só é um rico se tem um pobre para subjugar. Crescer como indivíduo. Educação é artigo de segunda linha no Brasil. Humildade. Saber onde quer chegar, não gastar energia à toa. Estabelecer uma meta. Todo mundo tem o seu valor, apesar de tudo. Não vou querer fazer as mesmas crueldades mundanas que me fizeram, prefiro sair. Eles não educam, cagam filhos, e a merda espalha. Comprem-me. Vocês não vão conseguir, eu fui educado. Tudo depende do básico, e o que é o básico? Alguém sabe? Dá vontade de chorar e sumir daqui. Esse fragmento faz parte do pseudolivro A primeira metade do ano (2006)
Críticas, dúvidas, sugestões? Pode ser aqui mesmo. Escrito por (°°) às 21h29 []
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