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Atualizado!!!
Novo tipo de postagem na zerohum: 3 autores de cada vez!
Escrito por (°°) às 17h31
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autor 1:
Poema apocalíptico.
Por JURANDY BOCA-ROXA
Escrevi uma interrogação
no meu horário
e de mim se foi
toda e qualquer questão.
Por que, se havendo pôr-do-sol,
não são os homens
buscadores duma palavra que o diga,
assim, pordossol?
Mas, se havendo contenda, sim,
vão os buchas, sem terem o culpado,
se baterem, se gritarem, se dizerem...
Do meu fim não sou sabedor
E já ando assim tão pordo
que vou afundando em mim mesmo
E vou não dizendo, no meu horário,
qual será o meu fim
Ou já é?
Um fim já é do que se enrola agora.
duaspatasmelhor@yahoo.com
Escrito por (°°) às 17h31
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autor 2:
D. de pessoas (ou autobiografia autorizada).
Por Paulo Vitor Grossi
A primeira impressão ou abordagem de caráter geral física e/ou psicológica é a de que era estranho.
Acho que de altura tinha um e setenta e pouco, magro, uns sessenta e cinco quilos, moreno claro ou amarelo, sei lá... tinha um vinte anos, cabelos negros ou castanhos curtos, e os traços do rosto meio finos, mas os olhos cerrados; voz nem grossa nem fina e estava vestido de nada.
Psicologicamente, pode-se dizer que era desleixado, distraído com a vida, sem pretensões, filosófico. Introvertido com lapsos de expressão, simples, tolerante e curioso... apegado a quem gostava. Música e leitura eram as suas preferências, mas poderiam ser muito bem ditas como vocações. Sua postura era inclinada; barriga pra frente, cabisbaixo, distante.
Como escritor: irregular, lúdico, mutante, comum e comum. Ainda um autor verde no mercado editorial, e com características sei-lá-o-quê e grande sei-lá-o-quê na escrita. Alguma coisa aí, um talvez.
Como músico: barulhento, precário, simplista, autista e num canto do palco.
Mas quanto aos seus projetos de vida? Começou com as técnicas de retrato, depois com etc.
pvgno@hotmail.com
Escrito por (°°) às 17h29
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autor 3:
Por Raphael Fejão
Parafernálias de um circo estúpido nos dizem onde ficar
Aonde ir, aonde chegar
Pisamos em ovos de fogo e não nos damos conta de que a cada dia
perdemos mais um centímetro
O pássaro voa firme e chora ao ver o casal
O filho, o avô, a família que já não é
Envenenados por palavras, dizeres, hipocrisia enlatada, engatilhada
O cérebro já não diferencia a merda da verdade
A caixa preta comanda a multidão
Lutar por um sonho em vão
A mulher palito rebola num fio dental para vender água
Ou uma droga qualquer para emagrecer
Cheiro de enxofre infiltrando as narinas dos que se dizem no caminho certo
Certo errado certo errado
Apenas palavras afogadas na piscina da falsidade
Duendes de terno, anchovas falantes
Tudo flutuando e ninguém percebendo
Já não importa mais qual será a próxima vaca a ser sacrificada
Este mundo.....é apenas um gado grande e retardado
Cabelos curtos, roupas descentes
O grito do diabo estridente
Ele ri ao ler no banheiro como vão as coisas
Enquanto coloco a mão sobre o sistema digestivo danificado
raphacoimbra@ig.com.br
Escrito por (°°) às 17h28
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