Poema das estrofes de horror.
Por JURANDY BOCA-ROXA
Tanto eu tenho que fazer
o movimento de recolocar as idéias
quanto elas se acomodam e começam
tudo outra vez...
Ontem, no beco, vi uma mãe
pedindo comida; e a desgraçada
arreganhava os dentes,
o que aumentava o asco do passantes!
Coa a calma dos cães
sobre as calçadas frescas
da nossa aldeia, a Matadeira!
Agora eles já sabem o que é ser e estar
Somos quase todos no mesmo lado
ou outros, que se olham e se cortam
da superfície; mas nos enganamos, tolos!
Não alcançaremos o fundo de nós mesmos,
por falta de vergonha e excessos...
duaspatasmelhor@yahoo.com
Escrito por (°°) às 00h10
Romance Circense.
Por Diogo Ismaia
O mesmo alvoroço.
Meu circo tem um novo quintal.
Um novo público para o espetáculo.
Devaneios repetidos.
Nosso show trás brilho aos olhares,
Quando o fogo é cuspido,
Ou que faz sorrir,
Na transformação do frio em flor.
Perigoso não é o trapézio,
Se a mão que o segura, faz por gostar.
Circo do encantador palhaço,
Que crê na felicidade mais inocente.
Você que me mata de rir, fazendo cócegas.
E termina.
O picadeiro há de partir.
Se instalar em novo refúgio, sem saber se volta.
Restam apenas lágrimas a manchar fantasias.
Das nossas vidas agora mais vazias.
diogis@hotmail.com
Escrito por (°°) às 00h21