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Escrito por (°°) às 00h51


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Onde fica a terra do nunca? Onde fica a terra do sempre?

Por Elisandro Rodrigues

 

“Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor e acordei neste mundo marginal...”

(Cidadão Quem)

 

Certo dias desses, minha priminha admirada por uma propaganda do filme “A terra do nunca” onde conta a história do Peter Pam, me perguntou: “o que é a terra do nunca? Onde ela fica?”. Respondi eu com minha ingenuidade, desprezando a inteligência da criança: “a terra do nunca é um lugar aonde as crianças não crescem, onde há harmonia e amor entre elas. Uma terra aonde as crianças brincam como se deve brincar. Enfim, uma terra aonde a imaginação é quem domina, é rei e rainha da criatividade. Aonde ela fica, bom segundo o que em contaram, fica lá no fim do mar em uma ilha pequenina”.

“Mas existe mesmo este lugar”, perguntou ela, disse eu: “isso eu não sei ao certo. Mas dizem as crianças que já foram que existe sim”. “Mas você conhece algumas criança que já foi çá”. “Não, não conheço”. “Então como pode dizer que existe”. “Ouvi falar”.

Por mais que argumentasse não consegui satisfazer a imaginação e as perguntas que ela me fazia, ingenuidade a minha.

Quando ela foi brincar de outra coisa fiquei aliviado. Mas fiquei pensando, aonde é esta terra. Em que ilha ela fica. Logo veio a minha mente a ilha de Cuba, pois lá dizem ser um lugar de igualdade, de construção coletiva, e tudo o que mais por lá existe. Mas falta uma coisa por lá: nem todos são crianças. Nem todos gostam de brincar e se deixam brincar.

Fiquei encucado, e comecei então a imaginar como seria a Terra do Nunca. Primeiro, as pessoas que habitassem esta terra deveriam ser crianças, meninos e meninas. Por quê? Por dois motivos, um que na história é assim, e a outra: as crianças são sinceras, falam o que pensam, demonstram o que sentem, agem como querem. Além disso brincam, coisa que os adultos esqueceram há muito tempo.

Me digam, quem é o loco que ira neste mundo em que vivemos (globalizado, neoliberal, de correria...) vai parar para brincar, para imaginar e sonhar coisas que nunca antes foram pensadas.

Segundo, a Terra do Nunca, deveria ser do nunca mesmo: do nunca crescer e se tornar um adulto ranzinza e chato. Do nunca roubar, mas sim do sempre partilhar, doar. Do nunca acumular, acumular só se for alegrias e felicidades. Do nunca matar, do nunca guerra, só paz.

A Terra do Nunca deveria ser de valores e princípios humanos e solidários. Esta deveria ser a Terra do Nunca, ou quem sabe a terra do sempre: do sempre fazer as coisas boas para o próximo, do sempre pensar no outro antes de ser egoísta, antes de pensar só em mim. Ver o outro.

Nesta terra os meninos e o povo estariam no poder, não haveria as desigualdades, mas a solidariedade. Acho que descobri sem querer aonde fica este lugar, a terra do sempre e do nunca: na imaginação dos que ainda acreditam que um outro mundo é possível, que acreditam na esperança e na utopia.

Agora só falta uma coisa: unir estes sonhadores e utópicos, loucos e poetas, encher um, dois, ‘n’ navios e se ir construir este mundo, esta civilização de amor, aonde correrá leite e mel, paz e justiça.

enopj@hotmail.com

Escrito por (°°) às 00h50


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TEORIA & O AMOR.

Por Antônio Alves Neto

 

Seja bem vindo ao meu espírito

Amor perpétuo

Cintilante vestido cor de seda

Um beijo em rosto desconhecido.

Eu quis ter o passado em névoas

Desenhar de azul a alma do tempo

Mas o que me resta é a falta de um mundo

Uma harpa de sentidos.

O que me falta é a compreensão

Abri o livro e li palavras

Eram palavras, apenas.

Anuncio então a viagem do homem perdido

Perdi-me ao existir sobre o solo

Quem sou eu para você?

O mesmo menino bebendo água

E cuja lembrança ofusca a glória.

O que sou eu para a verdade?

Uma gota de saliva sobre o teu sexo.

Eu não lembro

Eu apenas cometi um crime

Este pedaço de angústia é o vento

Teu sentimento por mim não enxerga

Não cria, não cuida

Não soluciona, não impede.

Às vezes aberto

Às vezes fechado

Som escuro além da porta

De repente é violência

Alguém seguindo as minhas pernas

Mãos ignoradas

E tantas esfinges aqui na areia.

 

clipto3@hotmail.com

Escrito por (°°) às 01h23


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Música no banheiro.

Por Paulo Vitor Grossi

 

Após lavar as roupas pra apresentação e olhar a operação na boca, ligo As portas e ouço...

Adorei o clima! Ao fundo... Tão típico o banheiro, e a pia ainda molhada. Eu, vê se pode, eu sentado em cima do vaso, amassando-o; tão boa a tranqüilidade.

Papel higiênico pela metade, tesoura, escova de dente, barbeador que não uso, espelho ficando preto, toalhas encharcadas, rádio acima do cesto de roupa suja, box, xampu, vasilha dos cotonetes muito usados e metade da janela aberta: O soldado desconhecido!

 

pvgno2@gmail.com

http://ogatofolgado.zip.net/

Escrito por (°°) às 00h09


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