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Pensamento maquinalistaPor Vinicius Longo Por que se importar com pessoas? Se são todas iguais, todas Copiáveis, capazes de gerar Outro ser com suas iniciais. Por que se importar com o mundo? Se este, também é artificial, Criado para gerar uma dose de Felicidade sobre esses animais. Como digo para um amigo meu Na vida, nada se cria. Nem se copia, Se reproduz Instintivamente. Escrito por (°°) às 12h17 []
zerohum: rotatividade zerohum: novidades Escrito por (°°) às 10h05 []
O que fica... Por Viviane Mag (abr/2006) andei distraída pensando em estrelas sonhando com o mar ouvindo música mal sabia, eu que as estrelas, com o dia, se apagam e as ondas morrem na areia e a canção um dia termina e fica, só a lembrança o brilho fosco do olho e o gosto ardido de um beijo, o grito ansioso do silêncio angústia sem piedade a saudade, a saudade, a saudade... <vivi13agosto@yahoo.com.br> Escrito por (°°) às 10h05 []
AS LINHAS DO TEMPOPor Lu. Lemos As linhas da mão do tempo, não servem pra costurar! Enrolam a alma da gente não deixam o amor sambar! Se o tempo soubesse quanto o meu coração é teu, Bordava em seda um canto. Secava este pranto... Meu coração não se esquece de você... Mas não para de bater, Na esperança de viver um outro amor! E segue em frente querendo sentir a mesma emoção! No emaranhado das linhas,nas cordas do meu violão! E o tempo parece que para só pra eu lembrar de você! E o peito parece que implora pra vida seguir sem te ter. Sua casa ainda é meu corpo, nas linhas a nossa canção! Eu sigo a mesma cartilha traçada pelas suas mãos! E quando você respira é toda minha inspiração! Compondo o amor vivido com tempo de duração! Escrito por (°°) às 00h12 []
Por Aluisio Martins De cabo a rabo, de leste a oeste, é de nordeste mesmo que falo. Falo do saber, sabendo que não tenho. Pelo menos não tenho o quanto gostaria. Para tanto, viver cem anos, cem vezes. Como o estrago do cigarro e as toxinas dos desvarios carcomeram os anos prometidos na fecundação e, antes disso, até, sobra-me correr. Mas correr devagarzinho que é, na verdade, não parar. Pior é estacionar no tempo do “já sei”. Esse mata a gente vivo e sequer dá para plantar. Estrume é destino. Porém, quem há de arar e semear? É preciso viver. É impreciso viver. Quando pequeno brincava de ser cego. Não porque não quisesse ver. Mas pelo fato de querer ver com outros olhos. Tanto brinquei que fiquei – cego. Já não vejo com alma que desbrava e crédula pensa que tudo que reluz é digno de adorno. “Ouro de tolo”. http://fenosefenotipos.zip.net/ Escrito por (°°) às 00h46 []
MUITO LONGE DE TI
Por Antônio Alves neto
Oh, querido pai reencarnado Os olhos são telhas de vidro O fruto em minhas mãos Nasceu de tua árvore O teu amor-silêncio é unicamente sangue Não é presença Recebi amor estrangeiro ao nascer E a culpa não redimiu os meus pecados A glória da remissão dos meus pecados. Mas o que não se desfaz O que não se esconde Este sou eu e não uma cor verde Este é o desejo sobre tua memória E a tua morte será o meu grito: Um castigo de dor que alivia. Muito longe de ti Em voltas, cambalhotas, quedas. Muito longe de ti E a falta do teu divino reconhecimento Que para mim é tesouro sem pedras preciosas. E já estou perdido nesta cidade Inútil em pedir auxílio Inútil como os descrentes nas ruas As ruas, as esquinas, as pessoas mortas O barulho, as coisas, as sensações. Sou escravo das ventanias da mente Correntes prendem as mãos Mordaça na boca, pernas arranhadas Sou escravo muito longe de ti Os olhos são telhas de vidro Um castigo de dor que alivia Este sou eu e não uma cor verde. Escrito por (°°) às 00h01 []
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