MINHA DESGRAÇA.

Por Álvares de Azevedo

 

Minha desgraça não é ser poeta,

Nem na terra de amor não ter um eco,

E meu anjo de Deus, o meu planeta

Tratar‑me como trata‑se um boneco....

 

Não é andar de cotovelos rotos,

Ter duro como pedra o travesseiro. . .

Eu sei. O mundo é um lodaçal perdido

Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro. . .

 

Minha desgraça, ó cândida donzela

O que faz que o meu peito assim blasfema,

É ter para escrever todo um poema,

E não ter um vintém para uma vela.

 

Fonte:

AZEVEDO, Álvares de.  Poemas malditos.  3ª. ed.  Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

 

 

 

 

COMO É QUE SE FAZ UMA DESPEDIDA? NÃO SE FAZ.

BOM, ATÉ A PRÓXIMA, ESTAMOS FECHADOS PRA BALANÇO. OBRIGADO PELA ATENÇÃO.

 

 

 

O ORGANIZADOR, PSEUDO-EDITOR,

paulo vitor grossi

Escrito por (°°) às 11h40


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autor 1:

 

Por Raphael Fejão

 

1

 

Faltam quinze minutos para eu dormir de novo. A cidade está nesse chove não molha a dias. Olho para o lado e ela não está lá, você não está aqui, eu não estou lá.

Dou mais um gole no chá seguido de um “aaah” rotineiro e volto a me perguntar se tudo isso vale a pena, quanto tempo irei agüentar ?

Neste começo de ano é mais um que se vai e eu que vou ficando pra variar, cresce mais uma perna torta da minha raíz neste lugar tão comum quanto.... qualquer outro.

Os períodos de florescência no vale da morte são curtos, mas constantes o bastante para fazerem a vida valer a pena. Continuo ali, mexendo os músculos o mínimo possível enquanto gafanhotos e leões continuam sua existência sem sentido porém contínua e sem perguntas, igual a tantas outras pessoas. E há pessoas que fazem isso tão bem.

E é pensando exatamente nisto que ouço o telefone tocar umas cinco vezes e continuo a encarar minha veia pulsante ao lado da minha pinta no braço.

Mais um golinho de chá, só pra variar. Onde estará você agora ? Pra onde ela irá amanhã ? Onde estarei hoje ?

Mais uma vez uma civilização inteira de gafanhotos é restituida pelo forte vento do deserto. Teria sido isso mesmo ? Pra falar a verdade, quem se importa mesmo ?

A gazela nunca teve nenhuma chance mesmo. Certo, chega de animais por hoje. Respiro fundo esperando a chegada do próximo minuto.

         Eu te amo, é verdade.

Eu sei, seu sei, eu sei.

Escrito por (°°) às 00h20


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2

 

Próxima página por favor.

De repente meus minutos se foram, minha hora acabou, a menina do triciclo tomou um tombo.

Ouço o primeiro canto entre folhas e mosquitos. Vejo as primeiras gotas, os primeiros raios, solto as primeiras palavras.

         Bom dia senhor, o que está procurando ?

E tudo continua a rolar ladeira a baixo. Mudamos de ano mesmo ?

Fé, esperança, paz, fraternidade e mais mil e uma palavras sendo atiradas da boca de rostos comprados, de pessoas com dinheiro até pra enfiar na bunda.

Enquanto isso morre mais uma anoréxica, enquanto isso passa mais uma propaganda de remédios para emagrecer, enquanto isso, mais uma modelo desfila no seu corpo cadavérico e “sensual”.

Enforcados, queimados, atropelados e aquela bandinha que faz sua décima terceira música sobre a Califórnia.

         Você não acha que o Gutierrez é político ?

Me pergunto onde a Ana Turva estaria agora. Tive que largá-la por um tempo, minha própria cabeça dando voltas e voltas já é demais.

Caio e levanto tonto, olho as cordas, o braço vindo, desvio, respiro fundo, tento manter os olhos abertos, mas beijo o chão. Um, dois, três............ de volta outra vez, danço pelos cantos, um, dois, um, dois e tudo acaba...... mais uma vez.

Meus quinze minutos se foram faz tempo, agora tenho uma hora a menos e dou de ombros, como se estivesse alguém me observando e ouvindo tudo isso que fico cuspindo antes de me deitar.

 

raphacoimbra@ig.com.br

Escrito por (°°) às 00h19


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autor 2:

Algo Sobre Tempo e Anjos.

Por Diogo Ismaia

 

O passado sussurra amargo meu ouvido,

Das coisas não vividas,

Ilusões feitas e partidas,

Heróis forjados em aço,

Lindos anjos caindo em pedaços.

 

Agora posso ver,

Infelizmente é nebuloso, mas vejo.

Os que viveram errado, sofreram.

As ilusões se repetem e refletem,

Meu aço, já é instransponível.

Anjos que sobem ao céu.

 

Quando o futuro vira passado,

Tudo está perdido, enfim.

Flagro-me suspirando por anjos.

Um triste ciclo recomeça,

Criando um zumbi,

Que perde horas de sono,

Iludindo-se com o inócuo instante,

A perfurar o aço,

E sangrar a paixão pelo anjo.

 

diogis@hotmail.com

Escrito por (°°) às 00h16


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autor 3:

Feliz morador do planeta NG2544.

Por Paulo Vitor Grossi

 

Volto pra casa e tudo continua como deixei.

Nesses tempos de descanso eu tenho frieza.

 

Como folhas e cultivo uma flor tipo cacto.

Ela está feliz, mas não diz.

Ela é como um doce de espinhos.

 

Eu não tenho medo de voltar para outra casa.

Eu também sou feliz.

Sei que ela me ama,

aqui...

No meu planeta:

eu e eu mesmo.

O mundo é meu,

e ele é pequeno...

Como a lua e o sol.

 

pvgno@hotmail.com

Escrito por (°°) às 00h15


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Pessoas, aí vai mais uma atualização tardia! Mas lembrem-se: mandem seus textos, não deixem a ZEROHUM ter o mesmo fim de tantos outros "meios" literários.

O e-mail é emailzerohum@gmail.com 

Escrito por (°°) às 00h29


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autor 1:

A bailarina e eu.

Por PEQUENO ENGARRAFADO

 

por mais uma vez caindo pelas tabelas e trocando as pernas pra variar
esses cigarros ficam cada vez mais fortes e difíceis de acender e
lá está!!!!!!!!
lá esta o lugar, minha bailarina flutuante e linda como sempre
todas as noites de quinta a domingo por apenas 5 porcarias de unidades de troca infernais q sempre me faltam nas horas q mais preciso, nas horas que preciso ver minha bailarina
ah! minha bailarina se todos os donos que tanta perfeição tem fosse eu e a tiraria dai pra dançar no meu lugar
um dia te pergunto pois sei que te sobra a resposta a vez que falar com seus moinhos de vento fosse o mais proximo de sentir seu cheiro
oh! bailarina q roda sem parar
HAHAHAHAH!
RODA VAGABUNDA!
A RODA!
NÃO!!!
e no final sobra eu, dor, cigarro....

 

do blog “Disléxico escreve só quando precisa”.

 

http://www.dislexiconaomente.blogspot.com/

Escrito por (°°) às 00h28


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autor 2:

ALQUIMIA DAS PALAVRAS.

Por Antonio Naud Júnior (*)

 

         Publicado em 2005, “Cinzas do Norte” (Companhia das Letras), foi o mais poderoso livro nacional que li em 2006. Conta a história de dois amigos e tem como pano de fundo a ditadura militar. Seu autor, Milton Hatoum, nascido em Manaus e descendente de libaneses, é talvez o nosso maior escritor vivo, merecedor do Nobel. Com domínio perfeito da escrita e utilizando sabiamente a alquimia das palavras, Hatoum publicou apenas dois outros livros em quase três décadas de ofício literário: “Relato de um Certo Oriente” (Companhia das Letras, 1989) e “Dois Irmãos” (Companhia das Letras, 2000). Outra criação excepcional, “K – O Escuro da Semente” (Ver o Verso), editada em Portugal, confirma a vigilância intelectual e o assombro metafísico da escrita de Vicente Franz Cecim. No coração dos elementos, o escritor paraense narra sempre o mesmo livro sob novos ângulos, sem limites nem fronteiras entre o real e o imaginário. Sua odisséia poética foge dos enquadramentos literários e está ambientada em Andara, uma espécie de Ítaca, com anjos caídos, seres que levitam e assombrações. É um universo peculiar do autor, como Macondo a García Márquez ou Yokonapatawpha a William Faulkner. Ao contrário da trama tradicional que reproduz ações pela linguagem, a linguagem é a única ação.

(*) Escritor e jornalista. Autor de “Se um Viajante numa Espanha de Lorca” (Pé de Página, 2005, Portugal) e “Suave é o Coração Enamorado” (Via Litterarum, 2006).

 

antonio_junior2@yahoo.com

Escrito por (°°) às 00h27


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autor 3:

POEMA GRÁFICO-18.

Por Regina Pouchain

pouchain.regina@gmail.com

Escrito por (°°) às 00h26


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autor 1:

O ANO LITERÁRIO.

Por Antonio Naud Júnior (*)

 

         A literatura que se produz no Brasil reflete os impasses e dilemas vividos por uma cultura massificada, limitada pela mentalidade colonizada dominante, pelo caráter popularesco e flutuante do seu processo histórico. Mesmo assim, embora haja quem diga o contrário, ela não está morta e enterrada, nem vive somente de glórias do passado. A luminosidade e a expressividade verbal que transmite brilharam em 2006 em livros, blogs, sites, saraus, suplementos e revistas literárias. Significante e corajosa, vetora de sensações e fluências, a nossa literatura busca um caminho próprio numa época inglória em que pouca importância se dá ao livro. Ela é farta em elementos, pertinências, alegorias, metáforas, alusões, frêmitos do autor, personagens e narrativas interessantes, que, aliadas às peculiaridades da língua portuguesa, enriquecem o universo da escrita, como também se prestam a variedades de interpretação.

 

(*) Escritor e jornalista. Autor de “Se um Viajante numa Espanha de Lorca” (Pé de Página, 2005, Portugal) e “Suave é o Coração Enamorado” (Via Litterarum, 2006).

 

antonio_junior2@yahoo.com

Escrito por (°°) às 08h59


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autor 2:

Por Regina Pouchain

 

 

pouchain.regina@gmail.com

Escrito por (°°) às 08h59


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autor 3:
Solilóquio.
Por Rod Britto

 

Vai, Solilóquio, desgraça!
Armazena em pote o que só a ti serve:
Manjericão, beijinho, baba, quiabo não, desgraça!
Cuidado não prender o mindinho no laço, desgraça!
Só isso, Solilóquio, desgraça!
Vai, desgraça, vai, espevita cão!
Vai sem oferta, vai sem tamanho, decola!
Não trinca o meu pé, durante!
Toma tônico pra ficar de pé, quatro patas, mirante, mijante, desgraça!
Vai, enfiando pra lá, num cabuçu, vai
Se agora não é mais a hora de a onça beber água, vai
Desgraça, o que poderá obstruir nosso caminho, hein, desgraça?
De novo o rabo para eu cair, desgraça?

 

gratoporlembrar@gmail.com

Escrito por (°°) às 08h57


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autor 1:

PixOESIA.

Por antiprojeto zerohum

 

ou mais em "entrada proibida!". Link:

http://www.flickr.com/photos/64888254@N00/314898837/

 

cadosplzs@uol.com.br

Escrito por (°°) às 20h59


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autor 2:

A Atriz e a Beata: Beatriz, de Chico Buarque e Beatrice, de Dante Alighieri.

Por Carina Morgado

 

1

 

Uma homenagem de um grande poeta a outro, além da elevação da linguagem a um patamar vertiginoso, causa, aos que tal homenagem lêem, inquietude. Diante das interseções entre personagens como Beatrice, de Dante Alighieri, e Beatriz, de Chico Buarque, podem-se notar semelhanças e contrastes que permitem um rico estudo comparativo. No texto que, presente, se desdobra, procura-se analisar em que pontos as duas mulheres se tocam, se parecem, se igualam. Para tanto, é interessante recorrer, inclusive, a traços biográficos dos respectivos autores.

Chico Buarque, apesar de ter recebido o pedido de uma música para uma personagem equilibrista (do balé O Grande Circo Místico, de Jorge de Lima, 1938), acabou por mesclar os papéis de atriz, artista de circo e mulher ideal numa só. Esta última, enquanto paráfrase da grande amada de Dante Alighieri (que fora reverenciada em suas obras mais famosas – Vida Nova e A Divina Comédia), traz uma série de alusões à mulher que enriqueceu a obra deste grande escritor da Idade Média.

A Beatrice de Dante é conhecida como alvo do Amor Cortês, onde a aproximação carnal é recalcada. Assim, ela é reverenciada como uma santa pelo amor deste homem, que traduz tal sentimento fervorosamente em sua literatura. Por ter morrido aos 25 anos, Beatrice deixou, na lembrança do pobre homem, a sua imagem jovial, o que o impulsionou a atribuir-lhe uma aura divinal, além de suas infinitas qualidades de caráter. Beatrice também é a personagem, em A Divina Comédia, que proporciona a Dante uma viagem pelos três cenários do pós-morte. Ela tem esse poder por se encontrar no último círculo do céu – onde vivem, eternamente, as pessoas mais puras e belas. Tais  cenários – Inferno, Purgatório e Paraíso – são como uma experiência que deveria ajudar Dante a conduzir sua própria vida com mais prudência e, desta forma, conduzi-lo à própria salvação.

Na letra da canção Beatriz de Chico Buarque, 1982, já o primeiro verso, espantosamente, remete à contemplação do inalcançável: “Olha“, como se algo ao longe fosse do incomum ao incrível, pedindo atenção. Fosse a atriz, alguém que consegue se desfazer de suas próprias expressões, mascarar ou abrir mão de si pelo outro; fosse a artista de circo – no caso, a equilibrista –, aquela que descreve saltos inacreditáveis no ar como um anjo ou pássaro; fosse a mulher divinizada de Dante, num lapso de tangibilidade aos olhos mundanos, a nos saber do Sétimo Céu.

A paráfrase à Divina Comédia invade até mesmo a melodia da canção, onde a sua nota mais grave cai na palavra "chão" e a mais aguda, na palavra "céu". Sendo ela de larga extensão vocal, com intervalos melódicos e modulações, torna-se difícil interpretá-la. O cantor deveria ter o poder de viajar do ponto mais alto (agudo) ao ponto mais baixo (grave), assim como Dante o fez em sua viagem.

Escrito por (°°) às 20h59


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2

 

Para falar das semelhanças e diferenças principais entre as Beatrizes, deve-se partir da constatação inevitável: o questionamento veemente de uma delas. Bem se nota que Beatrice é incontestável, mais ainda na sua santidade em vida eterna do que em sua nobre beatice anterior. Portanto, Dante não ousaria questioná-la: fazê-lo seria desafiar o próprio Deus – o que seria um grande pecado. Já Buarque, o que faz mais intensamente é indagar sobre que visão é aquela, “Será que ela é moça / Será que ela é triste / Será que é o contrário / Será que é pintura / O rosto da atriz...”, questões que começam por discutir a veracidade do que ele está vendo – se é apenas pintura aquela beleza ou será que tudo o que ele vê está totalmente às avessas em relação à realidade. Antes, Beatrice era detentora da realidade, a guia de Dante pela vida eterna no Paraíso. Agora, pergunta-se se Beatriz seria mesmo real em toda a sua perfeição ou apenas devaneio de um poeta obcecado.

As indagações continuam, ainda, em relação ao espaço: onde é que esse anjo mora, essa figura de espetáculo? Que lugar ou não-lugar ela habita? “Se ela dança no sétimo céu / Se ela acredita que é outro país /... / Será que é cenário / A casa da atriz / Se ela mora num arranha-céu / E se as paredes são feitas de giz / E se ela chora num quarto de hotel...” Dante tentara traduzir o indescritível do Paraíso. Mas será mesmo, este lugar sonhado, descritível, dizível? É de se duvidar.

Dando à letra da canção uma atenção mais detalhada, vêem-se quantas referências são feitas à obra medieval e a Beatrice, a mulher stilnovista e inalcançável. Em “Sim, me leva para sempre, Beatriz / Me ensina a não andar com os pés no chão”, por exemplo, é ressaltada justamente a figura da mulher conduzindo o homem à plenitude amorosa e espiritual. Já em “Diz se é perigoso a gente ser feliz”, é o Amor Cortês que clama alto pelo platonismo e a irrealização.

Como último exemplo de interseção entre as obras, pode-se destacar um trecho que talvez cause opiniões divergentes, mas certamente chama atenção pela sonoridade: “E se os pagantes exigirem bis”. Esse verso, que traz a palavra “pagantes”, insinua sonoramente a palavra “pagãos”, o que abre espaço para a interpretação de que os reles pagãos e coitados que estão no Inferno ou no Purgatório, reles pecadores ou até mesmo os ainda vivos no firmamento já tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo, a visão divinal que é Beatriz – e há, aqui, clara fusão das duas numa só. Mas um momento de plenitude não basta. Eles querem mais, o “bis”; querem ser Beatriz, amar Beatriz, por tempo e contemplação indeterminados; apontando, é claro, para a eternidade.

 

carinamorgado@gmail.com

Escrito por (°°) às 20h58


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